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Desenho e projeto

Sem projeto não se produz arquitetura.

Por isso, os primeiros semestres do  curso superior são dedicados ao aprimoramento dessa atividade, envolvendo fases que vão de um estudo preliminar até o projeto executivo.

O arquiteto é um especialista em projeto e precisa dominar os sistemas de representação gráfica e conseqüentemente, o desenho como disciplina, de uma forma integral.

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O projeto de arquitetura tem o desenho como instrumental e é um dos principais meios de se produzir, registrar, informar e documentar a arquitetura. Novos campos ligados aos ambientes virtuais e o crescente uso dos meios digitalizados de projeto, representação espacial e simulação 3D, estão sendo também incorporados ao estudo das linguagens arquitetônicas.

Ao longo do processo projetual, ou enquanto a arquitetura é somente uma ideia, intenção ou idealização, são elaboradas muitas representações: croquis, diagramas, maquetes, fotomontagens, desenhos técnicos. Toda essa produção ajuda a dar leitura e materialidade à idéia projetual, solucionando questões de ordem estrutural, construtiva, operativa, estética, como também ajudando a antecipar a realização do futuro espaço a ser construído.

 

Assim, o “bom projeto” de arquitetura é aquele que esgota as possibilidades de “visibilidade” da arquitetura enquanto ela ainda é idealização ou um “vir-a-ser” obra construída. O projeto executivo pode ser lido como uma “ordem de serviço”, pois sem ele não há trabalho no canteiro de obras. Através do projeto, pode-se prever resultados com mais garantias e assim, planejar e controlar as fases de execução que levarão à construção de um edifício.

 

Contudo, pode-se também dizer que a arquitetura, quando edificada, construída, é mais do que o projeto arquitetônico: através dela, constrói-se relações sociais, introduzindo novas informações no espaço, transformando, somando, comparando o espaço passado com o presente. O arquiteto é um especialista em projeto, mas não é somente um projetista: é um produtor do espaço social, assim como a própria  a arquitetura não pode ser considerada como uma obra única, isolada, mas sempre uma obra de diálogo com os usuários,  com o entorno existente e sobretudo, com o seu tempo.

 

 

Texto e fotos: Stella Miguez